Governo Lula enfrenta endividamento recorde de 80,4% das famílias em 2026
- Luciano Costa
- 13 de abr.
- 2 min de leitura

Apesar do desemprego em 5,8%, o endividamento das famílias atingiu 80,4%, o maior da história, e 64% dos brasileiros dizem ter perdido poder de compra.
O governo enfrenta um paradoxo: indicadores macroeconômicos positivos (desemprego baixo, renda média acima de R$ 3.600) não se traduzem em bem-estar social. A chamada "economia do afeto" (Bolsa Família, Farmácia Popular) está perdendo força porque quase metade da renda das famílias está comprometida com dívidas e os juros do cartão de crédito ultrapassam 435% ao ano.
O endividamento das famílias é medido pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) e considera contas atrasadas (inadimplência) e dívidas em aberto (como carnês e cartões). O nível de 80,4% é preocupante porque esgota a capacidade de consumo. Quando a renda vai quase toda para pagar dívidas, o varejo sente, a economia desacelera e a inadimplência tende a subir, criando um ciclo vicioso.
Para o brasileiro, o alto endividamento das famílias significa viver no limite. A renda extra, como o 13º salário ou férias, já está comprometida. Isso gera ansiedade e reduz a qualidade de vida. Muitos estão recorrendo a apostas online (bets) como tentativa de resolver dívidas, o que agrava ainda mais o quadro de vulnerabilidade financeira.
Indicador Social | Percentual/Dado | Observação |
Famílias Endividadas | 80,4% | Maior recorde da história (CNC) |
Perda de Poder de Compra | 64% dos brasileiros | Sensação negativa generalizada |
Desemprego | 5,8% | Um dos menores da história |
Juros do Rotativo do Cartão | > 435% ao ano | Corrói a renda familiar |
Fonte: CNC/Estado de Minas
O governo aposta em um novo programa de renegociação de dívidas (Desenrola 2) com descontos de até 80%, a cargo do ministro Dario Durigan. No entanto, economistas apontam que isso é paliativo. A solução estrutural passa por juros básicos mais baixos (Selic) e controle da inflação, o que não deve acontecer a curto prazo.
A pesquisa Genial/Quaest revela um dado explosivo: 46% dos inadimplentes afirmam apostar regularmente em bets. Muitos usam as apostas como "saída" para as dívidas, mas acabam piorando a situação. Esse fator comportamental escapa às políticas tradicionais de transferência de renda e explica por que o endividamento das famílias não cede.
Dica de Ouro: Se você está endividado, evite o "Rolla" (rolagem de dívida) do cartão de crédito. Priorize a renegociação direta com o banco buscando o crédito consignado (descontado em folha) ou portabilidade de dívidas. Fique longe das bets como solução financeira; a probabilidade matemática é contra você.




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