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Carros ultra-híbridos com motor flex serão produzidos no Brasil em 2026

A Stellantis anunciou a produção dos primeiros ultra-híbridos Brasil na fábrica de Goiana (PE). Tecnologia REEV flex promete unir etanol e eletricidade com baixo consumo.
A Stellantis anunciou a produção dos primeiros ultra-híbridos Brasil na fábrica de Goiana (PE). Tecnologia REEV flex promete unir etanol e eletricidade com baixo consumo.

Nesta terça-feira (07/04), a Stellantis (dona da Fiat, Jeep e RAM) confirmou um passo histórico para a mobilidade nacional. A empresa produzirá os SUVs elétricos Leapmotor B10 e C10 no Polo Automotivo de Goiana, mas com um diferencial: serão equipados com a primeira tecnologia REEV (Veículo Elétrico de Autonomia Estendida) flex do mundo, capaz de rodar com etanol.


O sistema "ultra-híbrido" (REEV) funciona de forma diferente do híbrido tradicional. Nas versões ultra-híbridos Brasil, o motor a combustão (flex) não move as rodas; ele atua exclusivamente como um gerador para recarregar a bateria que alimenta o motor elétrico. Isso oferece a autonomia de um carro a combustão com a eficiência e o torque de um elétrico, usando etanol, que tem pegada de carbono reduzida .


Para o consumidor, a chegada dos ultra-híbridos Brasil significa a oportunidade de dirigir um carro com desempenho elétrico (silencioso e com resposta rápida), mas sem a "ansiedade de autonomia" (medo de ficar na estrada sem recarga). É a solução ideal para quem quer sair dos combustíveis fósseis, mas não confia na rede de carregadores do país.

Informação

Detalhe

Data/Local

Fonte

Investimento total

R$ 30 bilhões (2025-2030)

Brasil

Stellantis

Modelos

Leapmotor B10 e C10 (SUVs)

Produção local

Stellantis

Tecnologia

REEV flex (Gerador a etanol)

Inédita no mundo

Stellantis

Local da fábrica

Goiana (PE)

Ao lado da Jeep/RAM

Stellantis

Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, afirmou que a engenharia local está liderando o desenvolvimento. A expectativa é que, com os ultra-híbridos Brasil, o país se torne um hub de exportação de tecnologia para outros mercados emergentes. A produção em massa deve baratear os custos, tornando os elétricos mais acessíveis nos próximos anos.


Apesar de ser chamado de "ultra-híbrido", o sistema REEV ainda depende de um motor a gasolina/etanol. Em um cenário de crise no Oriente Médio e petróleo caro, o custo para abastecer o gerador pode subir, impactando o custo por quilômetro rodado, mesmo que o carro ande "no posto" com menos frequência.


Dica de Ouro: Se você está pensando em trocar de carro, aguarde o lançamento desses modelos. O mercado de seminovos de carros puramente a combustão pode sofrer desvalorização acelerada com a chegada dessa nova tecnologia híbrida flex. Comece a pesquisar sobre o Leapmotor C10, que já estreou no país por valores competitivos.

 
 
 

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