Carros ultra-híbridos com motor flex serão produzidos no Brasil em 2026
- Luciano Costa
- 7 de abr.
- 2 min de leitura

Nesta terça-feira (07/04), a Stellantis (dona da Fiat, Jeep e RAM) confirmou um passo histórico para a mobilidade nacional. A empresa produzirá os SUVs elétricos Leapmotor B10 e C10 no Polo Automotivo de Goiana, mas com um diferencial: serão equipados com a primeira tecnologia REEV (Veículo Elétrico de Autonomia Estendida) flex do mundo, capaz de rodar com etanol.
O sistema "ultra-híbrido" (REEV) funciona de forma diferente do híbrido tradicional. Nas versões ultra-híbridos Brasil, o motor a combustão (flex) não move as rodas; ele atua exclusivamente como um gerador para recarregar a bateria que alimenta o motor elétrico. Isso oferece a autonomia de um carro a combustão com a eficiência e o torque de um elétrico, usando etanol, que tem pegada de carbono reduzida .
Para o consumidor, a chegada dos ultra-híbridos Brasil significa a oportunidade de dirigir um carro com desempenho elétrico (silencioso e com resposta rápida), mas sem a "ansiedade de autonomia" (medo de ficar na estrada sem recarga). É a solução ideal para quem quer sair dos combustíveis fósseis, mas não confia na rede de carregadores do país.
Informação | Detalhe | Data/Local | Fonte |
Investimento total | R$ 30 bilhões (2025-2030) | Brasil | Stellantis |
Modelos | Leapmotor B10 e C10 (SUVs) | Produção local | Stellantis |
Tecnologia | REEV flex (Gerador a etanol) | Inédita no mundo | Stellantis |
Local da fábrica | Goiana (PE) | Ao lado da Jeep/RAM | Stellantis |
Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, afirmou que a engenharia local está liderando o desenvolvimento. A expectativa é que, com os ultra-híbridos Brasil, o país se torne um hub de exportação de tecnologia para outros mercados emergentes. A produção em massa deve baratear os custos, tornando os elétricos mais acessíveis nos próximos anos.
Apesar de ser chamado de "ultra-híbrido", o sistema REEV ainda depende de um motor a gasolina/etanol. Em um cenário de crise no Oriente Médio e petróleo caro, o custo para abastecer o gerador pode subir, impactando o custo por quilômetro rodado, mesmo que o carro ande "no posto" com menos frequência.
Dica de Ouro: Se você está pensando em trocar de carro, aguarde o lançamento desses modelos. O mercado de seminovos de carros puramente a combustão pode sofrer desvalorização acelerada com a chegada dessa nova tecnologia híbrida flex. Comece a pesquisar sobre o Leapmotor C10, que já estreou no país por valores competitivos.




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